#Não apenas 18 anos

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Em Setembro completei dezoito anos. Não acredito nessa divisão de tempo em idade que inventaram, e nem acho que completar maioridade signifique maturidade. Mas, acordei com vontade de contar um pouquinho do que vi da vida nesses anos (principalmente últimos 11 meses) e do que espero para todos os outros. Né, por que não?

Olhando pra dentro (e não para trás), vejo quanto tempo passou. O quanto, mesmo me sentindo de alguma forma a mesma garota de sempre, tudo inevitavelmente se transformou. Os lugares, os amigos, os valores, os sonhos e até os maiores medos. Aqueles que a gente guarda em segredo na alma. Eles mudaram.

Sou mais corajosa que antes.  Aprendi a valorizar a minha própria presença. Já não perco mais tanto tempo com pessoas vazias. Aprendi que antes de tudo, devo gostar de ficar comigo mesma. Tenho conhecido muita gente. Feito alguns bons amigos e amigas. Mas confesso que das pessoas que confio, hoje, a grande maioria é mesmo do sexo masculino. Alguém me disse isso há algum tempo, mas só agora tive certeza: é mesmo muito melhor ser amiga dos caras (se você consegue não se apaixonar por eles, claro). 

Aprendi a valorizar minha família. Cada vez que vou pra casa e venho pra Palmas sinto vontade de agradecer a Deus por ele tê-los colocado na minha vida. Cada vez que conheço mais o mundo e as pessoas que vivem nele, penso o quanto sou sortuda por ter um lugar pra chamar de casa e pessoas simples e felizes pra admirar e por terem me dado uma boa estrutura familiar para saber desde cedo o caminho certo a seguir.

Dei uma segunda chance (ou devo dizer terceira?) chance pro coração. Mas dessa vez, sem rostinho bonito, frases feitas e sorriso encantador. Fiquei mais cautelosa. Menos promessas. Menos pressa. Mais realidade. Mais intensidade. Menos lembranças. Mais reciprocidade.

Dos antigos relacionamentos, aprendi que dizer eu te amo não é assinar um contrato com tempo de duração. É dizer com apenas três palavras que naquele momento, aquela pessoa tem alguma coisa que a torna diferente de todas as outras no mundo. Isso não acontece sempre. As pessoas se confundem. Eu me confundi tantas vezes.

Percebi principalmente, que com 18 anos a mais na vida, as responsabilidades aumentaram. Fazer faculdade, tirar boas notas, me formar, arrumar emprego, noivo, casar, filhos… Não sei se já está em tempo de pensar em tudo isso, mas não adianta, seja com 18 ou 50 anos, sempre irei me deitar com duvidas e medos e acordar com certezas e coragem de enfrentar tudo que da vida vier!

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